quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Descartável

Descartável significa algo que você não necessita mais, que se jogado não fará diferença nenhuma. Além de se aplicar para os objetos e coisas inanimadas do seu dia, as pessoas também são, deveras descartáveis. Seu instinto, desde pequeno, é de descartar as coisas que você sabe que não faz falta, assim como um chocolate velho não te satisfaz, uma pessoa depois de um tempo também não.
Pode ser um meio de pensar meio rústico e arrogante de se pensar, mas, no fundo, todos somos assim. Pessoas, vem e vão, assim como algumas se importam com você, outras milhares de vezes apenas querem que você satisfaça desejos passageiros, mas, não há porque se sentir mal, afinal você também faz isso, e sem querer despreza quem você não depende.
Somos egoistas e mesquinhos por dentro, mas, se não fosse desse jeito, estariamos fazendo muito rebuliço por tanta coisa. Amigos talvez sejam as "coisas" mais descartáveis, atualmente somos tão descartáveis quanto um papel de bala, pessoas andam mais desprezíveis e mais sinceras, o mundo anda mais sincero e realista, e quando chegar o tempo em que tudo e todos serão descartáveis, pensaremos no quão solitários sempre fomos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Homenagem

(Nããããão, é para Michael Jackson...)

"Maybe I just wanna fly
Wanna live don't wanna die
Maybe I just want to breath
Maybe I just don't belive
Maybe you are the same as me
we see things they'll never see
You and I are gonna live forever."
Curti escrever algo assim.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

The Prom.

Sem perceber o inverno e o meio do ano chegam, e sem que eu veja o meu ano letivo também vai indo embora. Diferente de todos os ciclos escolares, esse foi o meu último, no começo do ano que vêm eu não colocarei novamente aquele uniforme azul com o emblema escrito "Colégio Visconde de Porto Seguro", talvez eu não terei que acordar 5:30 da manhã e arrumar a minha mala com os livros que eu preciso. Os sentimentos se difundem, você não percebe e o tempo passa, nem pensamos que vai acabar, afinal temos que passar de ano, tirar notas boas, fazer um tcc e essas coisas que tomam o nosso último tempo.
É o fim de algo grandioso, e o começo de algo muito maior...podemos esquecer das fórmulas que julgamos inúteis e nos deparar com pessoas carrancudas na nossa frente, ficaremos tristes por estarmos saindo da velha sala de aula que mesmo tendo as carteiras rabiscadas por antigos alunos, ainda nos acolhem de modo especial. Mas, também ficaremos felizes, por conquistarmos a nossa própria liberdade, de amadurecermos bastante e de darmos um salto enorme em nossas vidas, ficaremos pensando no que poderia ser mudado e no que nos arrependemos de ter feito. Vamos lamentar por despediçar tantas chances e dar graças aos céus por termos feitos a escolha certa, mas, nunca vamos esquecer de que um dia ainda sim, corriamos atrás de provas, de notas e de um pouco de carinho dos professores.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lamúrios de um ciúmento. (eulírico)

Ah o amor. Ouvir essa frase todo dia virou mania para mim, vejo que as pessoas ao meu redor estão rodeadas de pessoas que elas beijam, abraçam, mordem e se esfregam, e eu pacientemente escuto seus lamentos e lamúrias. Acho legal, lindo e qualquer coisa que seja...chega.
Não quero mais saber do seu namorado, nem da sua namorada nem de quem você viu namorando, não quero saber como os caracóis do cabelo dele(a) ficam macios com o novo shampoo que você deu, give some time to breath, but wait! E eu? Como fica minhas lamúrias, reclamações e desbafos? Foi trocado por alguém que te ama mais. Isso é ciúmes? Talvez acho que tem 10% de chance de se transformar em ciúmes, raiva também? Não, raiva é um sentimento muito forte para algo tão simples.
Suplico, não me chame mais para sair com seu namorado, talvez eu ache ele chato e bem feio, tanto faz você não vai ligar mesmo, pare de beijá-lo você vai pegar algum virus mortal, chega de agarrá-lo isso vai provocar um sufocamento, morder? Isso é coisa para animal, NÃÃÃÃO, isso não é ciúmes é apenas um desabafo.

Chega.

domingo, 5 de abril de 2009

"A pessoa que amava (odiava) novidades."

Eu cansei de escrever sobre coisas tristes. Me deixou abismada em ver que a maioria dos meus textos são tristes, é tão chato ver as pessoas me falando, " Nossa Fê (Fer) como seu blog é triste!" e eu respondo "Mas, esta sou eu. " e elas ficam com uma expressão de que eu sou emo ou muito estranha...não acho que isso seja estranho, escrever o quanto você se sente triste, é um jeito de por suas emoções em algo que você acredita que irá ajudar. Eu poderia estar escrevendo alguma coisa do tipo "Ah, meu dia foi muito chato, fui a escola fiz trabalho de química, aguentei as piranhas da minha escola, dei muita risada, aprendi muito, voltei para casa e estudei a tarde inteira. Bjsmeliga!" eu me pergunto qual a graça de se saber o que você fez hoje? É como e fosse as conversar de msn que alguém pergunta "Novidades? 9as? (novas), novis?, algo de novo?" sinceramente, eu odeio responder o que eu fiz hoje, (dependendo da pessoa) odeio ficar dando satisfações sobre o meu dia...e se eu quiser falar que não vou contar as novidades? Dai eu vou ser a estressada, a barraqueira, a pavio curto,a piranha, a vadia, a chata, etc. Cansei dessas manias de criançinha de achar que tudo que alguém, faz que eu não goste, é chata. Existem os que curtem contar as novidades, mesmo que o dia esteja chato e tem aquelas que não curtem e definivamente eu sou muito "piranha" para essas coisas. Tudo bem, existem excessões, eu adoro falar as pessoas que eu gosto sobre o que aconteceu no dia, adoro ouvir elas me falando que teve "babado" no final de semana, adoro ouvir elas reclamando e pedindo ajuda, adoro ouvir elas falando"Eu gosto de ouvir você reclamando, isso me faz rir.".
Eu sinto que sempre posso contar as minhas melancolias, os meus desesperos, a minha raiva e minha desgraça para meus amigos porque, e eu sei que eles sempre vão fazer uma piada boba mas engraçada no final.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sem título

Sentir uma tristeza tão grande é normal para mim, eu sempre tive meus momentos "depressão total" é meio incontrolável, mas, passa após um tempo. Infelizmente dessa vez deixou "resquícios permanentes" em mim, pensar no vestibular, na vida, na solidão, no cotidiano, na escola, na vergonha alheia e no egoismo me deixam triste.
Não quero pensar que daqui a alguns meses, não poder mais conversar com pessoas que moram longe de mim, nem quero lembrar do meu egoismo para algumas coisas. Pode até ser uma frescura minha ser assim, mas, realmente, é bem triste ser como eu que, vou ter que "abrir mão" de várias coisas para ganhar outras, mas, essas várias coisas, algumas são tão importantes que eu tenho muito medo de quando chegar a hora em que vou ter que dizer "adeus" e tentar esquecê-las de um modo frio...eu não quero isso. As coisas importantes vão saber também quando será a hora de partir e de elas tomarem seus rumos, eu sei que é egoismo meu mas, eu queria monopolizá-las, só para mim...guardá-las em uma caixa no sótão de casa e só abrir quando essa minha fase ruim fosse embora.
Mas, é impossível as coisas não são tão fáceis assim. Queria que fossem, mas, esse meu egoismo estraga tudo, me sinto tão mal por ser assim...odeio ter que pedir para minha amiga ir na minha festa de formatura, odeio pedir para o meu melhor amigo vir para são paulo para ir no show do Oasis comigo, odeio pedir para minha amiga me mandar uma carta, odeio pedir para que todos me aguentem, odeio ter amigos tão bons e me sentir tão "useless" perto deles. Odeio me sentir triste por ser tão egoista... D:

quarta-feira, 18 de março de 2009

Geração não utópica

Por uns dias, na aula de história a gente estava falando de socialismo utópico e então o professor resolveu falar um pouco de utopia...primeira vez eu ouvi fairytopia aquele filme, escroto por sinal, da barbie (alias, como eu sei isso?) mas,o professor começou discutir sobre utopia das gerações passadas nos deparamos com críticas severas a nossa geração. Tudo bem, ela pode ser marcada pelos celulares, Ipods, video games e internet mas, será que é tão ruim a ponto de antigos jovens anti-ditadura darem um sermão em nós?
Sim, não mudamos nada a agora, afinal não vimos jovens fazendo passeatas contra a guerra no Iraque (agora com a retirada das tropas, menos ainda) mas, a culpa é toda nossa? Afinal aprendemos desses antigos jovens que vanglorizam o liberalismo político a viver numa calma e pensar que política é besteira, e isso é fato.
Grande parte jovens de hoje ODEIA falar de deputados, presidente da república e coisas do gênero. Não estou falando que nenhum dos dois lados é culpado mas, os adultos deviam pensar antes de dar sermões sobre geração sem utopia afinal existem várias exceções, e os jovens não deviam ser tão ignorantes hoje em dia.

Afinal, eu tenho utopias,projetos e planos, gosto de pensar no futuro como uma variante não me julgue antes de conhecer, eu posso fazer coisas maiores é só esperar.